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Xamarin Evolve

Nesta semana está acontecendo em Orlando o Xamarin EVOLVE 16, o maior evento sobre desenvolvimento de soluções móveis multiplataforma do mundo, onde especialistas se relacionam para fazer avançar o estado da arte, discutir a estratégia da abordagem móvel e definir o futuro dos aplicativos.

Na abertura do evento os cofundadores da plataforma Xamarin, Nat Friedman e Miguel de Icaza, falaram sobre a perspectiva futura do desenvolvimento mobile e dos aplicativos multiplataforma.

Neste ano são 1.600 inscritos, 70 palestrantes, além de milhares de profissionais acompanhando o evento de forma online através da transmissão ao vivo em vídeo do evento.

A Xamarin, agora adquirida pela Microsoft, ficou muito melhor. Desde a data do anúncio da aquisição o interesse dos desenvolvedores em Xamarin aumentou 3 vezes. A comunidade agora é maior e melhor porque a plataforma foi incluída dentro do Visual Studio, além de ser open source.

O mundo está preferindo aplicativos móveis nativos, comprovando a tendência informada pelo Gartner que em 2014 indicava que mais de 40% de empresas estavam preferindo o desenvolvimento nativo para aplicativos, que agora já está em 60%. Não importa qual a espécie de aplicativo que você quer oferecer, todo mundo quer nativo, e com Xamarin isso é o que nós entregamos.

O que é nativo?

1. Interface nativa: Não há maquiagens, a interface gráfica (IU) será nativa, correspondendo aos controles e ao paradigma de cada plataforma;

2. Desempenho nativo: A capacidade de desempenho do dispositivo não será desperdiçada (em oposição às tecnologias lentas como controles WEB, AOT no iOS ou JIT no Android);

3. APIs nativas: Sem limitações! Qualquer coisa que você pode fazer com Objective-C, Swift ou Java, pode ser feito em C# com Xamarin.

E finalmente está chegando o "Xamarin.Forms Previewer" (atualmente em versão alpha), que possibilita visualizar a interface gráfica em tempo de desenvolvimento durante a edição em formato XAML. Vale lembrar que esse recurso já existe na ferramenta concorrente (Embarcadero RAD Studio) - os especialistas da Basconero já haviam apostado que isso seria criado em uma publicação do ano passado em nosso blog. Este recurso acelerará o tempo de prototipação, tanto para a criação quanto para a evolução dos aplicativos.

Quer conhecer um aplicativo desenvolvido em Xamarin? Pesquise pelo aplicativo “Xamarin Evolve” (ou Evolve16), que está sendo utilizado para acompanhar a conferência. É um aplicativo desenvolvido com Xamarin.Forms, que possibilitou reaproveitamento de 95% do código. Está disponível para iOS, Android e Windows.

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RAD Studio

A principal oferta é o RAD Studio XE8, que contém as versões modernas do C++ Builder e Delphi, onde são utilizadas as linguagens Object Pascal ou C/C++ para a geração de aplicativos verdadeiramente nativos para Windows (desktop), Windows tablets (Microsoft Surface Pro), Mac OS X (desktop), iOS (iPhone, iPad, iPod) e dispositivos Android.

É uma das únicas ferramentas que disponibilizam compiladores para a geração de código 100% nativo, e por isso é classificado como “verdadeiramente nativo”, pois não é preciso utilizar máquinas virtuais ou middleware para executar o aplicativo nas plataformas de destino, possibilitando o maior desempenho possível disponibilizado pelo hardware do dispositivo em uso.

Além do desempenho superior, essa arquitetura permite utilizar todos os recursos de cada plataforma - não há limites. Tanto na camada de apresentação quanto nos serviços de backend é possível interligá-lo a tudo, incluindo tudo que existe nos dispositivos, nos servidores Microsoft, nos serviços existentes em nuvem e a todos os bancos de dados existentes no mercado.

Outra exclusividade dessa plataforma é que ela é a única que possibilita reutilizar 100% do código desenvolvido para todas as plataformas de destino. O “segredo” é seu modelo de interface gráfica desenvolvida sob o framework “FireUI” que possibilita projetar uma interface gráfica única para todos os diferentes dispositivos, permitindo também realizar ajustes ou diferenciações para cada plataforma.

Um dos destaques é que essa abordagem é mais que uma plataforma de “cross-mobile” – ela é “multiplataforma”, pois permite gerar aplicativos para desktop (Windows e Mac OS X). A ferramenta possibilita também desenvolver e entregar aplicativos nativos para dispositivos vestíveis (wereables) e para IoT (Internet of Things).

O Gartner enquadrou esse fornecedor na categoria de “nicho” porque entendeu que esse fornecedor não ofereceu uma plataforma de testes na nuvem e nem um serviço backend para dispositivos mobile. Na verdade os consultores do Gartner estão desinformados - essa oferta existe sim através do Embarcadero Enterprise Mobility Services.

Para utilizar o RAD Studio é necessário adquirir licença de uso, não existindo modalidade gratuita para pequenas empresas, dificultando sua popularização. A resposta da Embarcadero para modificar essa questão foi o lançamento de outro produto, o AppMethod, que na verdade é uma versão específica do RAD Studio que contempla modelos de licenciamento com mensalidades mensais ou anuais, de forma semelhante ao concorrente Xamarin.

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Visual Studio

A Microsoft mudou toda a sua estratégia de “plataforma Windows” para uma oferta multiplataforma, incluindo a oferta de seus serviços e produtos nas plataformas de fornecedores concorrentes como Apple (iOS), Google (Android) e Linux.

Através da oferta de serviços em nuvem Microsoft Azure App Service, que já está em posição de liderança, recomendam o uso do Visual Studio como ferramenta principal de desenvolvimento contemplando uma abordagem multi-arquitetura: ASP.NET com HTML5 para desenvolvimento WEB, C# com Xamarin para desenvolvimento parcialmente nativo, C++ para geração de código verdadeiramente nativo, PhoneGap/Cordova para desenvolvimento híbrido, entre outros.

.NET Foundation

Além disso, a Microsoft vem transformando suas bibliotecas de desenvolvimento em software-livre através do .NET Foundation, uma entidade que criada para promover a inovação aberta sob a plataforma .NET.

Importante ressaltar que existe a possibilidade natural de a Microsoft comprar a Xamarin para aumentar a amplitude de sua estratégia “Universal Windows Platform (UWP)”, onde a soma das ferramentas de ambos os fornecedores possibilitará enquadrar a Microsoft no quadrante “líderes” do relatório do Gartner.

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Xamarin

A plataforma Xamarin contempla um framework para desenvolvimento multiplataforma que utiliza o framework open-source Microsoft .NET sob linguagem C#, possibilitando reaproveitar até 90% do código-fonte para compilar aplicativos para iOS, Android, Windows Phone e Mac OS X.

No formato mais tradicional a camada gráfica precisa ser programada de forma separada para cada plataforma de destino (uma “activity” para Android, uma “view” para IOS e um XAML para Windows Phone). Atualmente estão oferecendo uma técnica melhor, através dos componentes “Xamarin.Forms”, onde é necessário apenas “declarar” a interface gráfica de forma padronizada para cada plataforma e o framework encarrega-se de renderizar para os respectivos controles nativos de cada plataforma, reduzindo o esforço de programação e aumentando o percentual de reaproveitamento de código.

Enquadra-se na arquitetura nativa, mas na prática a entrega é nativa apenas para os sistemas operacionais da Microsoft que contemplam o runtime do .NET. Nas outras plataformas a entrega do aplicativo utiliza uma máquina virtual (runtime .NET) automaticamente incorporada ao aplicativo para executar código .NET gerenciado nas plataformas que não são Microsoft. Portanto, o correto é considerá-la “parcialmente nativa”.

Nos últimos meses a Xamarin vem formalizando parcerias com a Microsoft, Oracle, IBM e SAP, e recentemente a Microsoft começou a distribuir na instalação padrão do Visual Studio uma versão limitada da Xamarin que irá estimular a adoção da plataforma por milhares de desenvolvedores.

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Oracle

A estratégia da Oracle ultimamente está em oferecer seu serviço MCS agregado ao MAF.

MCS (Oracle Mobile Cloud Service) é um serviço em nuvem que contempla serviços de desenvolvimento, backend com banco de dados (MBaaS - Mobile Backend-as-a-Service), ferramentas para catálogo e distribuição de dispositivos e aplicativos, além de ferramentas para realizar o monitoramento desses serviços.

Já o MAF (Mobile Application Framework), anteriormente conhecido como “Oracle ADF Mobile framework”, utiliza a abordagem da arquitetura híbrida para permitir o desenvolvimento de aplicativos híbridos para iOS e Android utilizando HTML5, Javascript e Java como linguagens de desenvolvimento. Na prática o aplicativo gerado é código HTML com Javascript utilizando Node.js utilizando integrações REST sob padrão RAML (RESTful API Modeling Language) para acessar bibliotecas da Oracle criadas para Android e iOS. Cada aplicativo é empacotado com uma máquina virtual Java (JVM) para executar um contêiner HTML para formar a camada de apresentação do aplicativo.

No decorrer deste ano irá incluir também o MAX (Mobile Application Accelerator) nessa estratégia, um serviço em nuvem que promete disponibilizar uma ferramenta para que usuários de negócio desenvolvam seus aplicativos a partir de modelos de aplicativos pré-fabricados, seguindo uma estratégia similar ao produto APEX (Oracle Application Express) que já existe para o desenvolvimento WEB.

A Salesforce oferece o Salesforce1 Platform, que na prática é uma composição de diversos produtos: Force.com, Visualforce, Heroku, ExactTarget Fuel, Salesforce Lightning Components, entre outros.

Na prática, seu uso é indicado para empresas que já utilizam os serviços agregados ao sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) deste fornecedor.

A SAP vende pacotes de produtos criados a partir de produtos da Sybase e da Syclo, consolidados no SMP (SAP Mobile Platform), incluindo também a oferta do SAPUI5 (HTML5 e jQuery).

Na prática, sua adoção ocorre somente nas empresas que já implementaram módulos de ERP deste fornecedor.

Appcelerator

Appcelerator é uma das empresas pioneiras na oferta de ferramentas para o desenvolvimento mobile cross-platform. Oferecem um modelo gratuito (Titanium) que já captou mais de 600.000 desenvolvedores, e para uso empresarial paga-se para utilizar a plataforma Appcelerator.

Pode-se categorizá-lo no modelo multi-arquitetura (híbrida, WEB ou nativa), onde o costume é a utilização de framework Javascript contendo apoio periférico de código nativo sob Objective-C e Java.

Infelizmente esse fornecedor é uma empresa pequena, que vem perdendo mercado frente aos demais fornecedores. Inclusive, por ser uma ferramenta que enfatiza o uso de Javascript para programar tanto em client-side como server-side, não costuma ser escolhido por profissionais com maior nível de experiência e de maturidade.

Adobe

O produto principal da Adobe é o PhoneGap, um framework de desenvolvimento de aplicativos móveis adquirida pela Adobe em 2011.

O PhoneGap foi criado acima do Apache Cordova, e por isso está na categoria de desenvolvimento híbrido com limitações de desempenho e de fidelidade às plataformas de destino.

O PhoneGap é oferecido gratuitamente, mas para uso efetivo em ambiente empresarial eles recomendam adquirir o Adobe Experience Manager (AEM), contemplando o PhoneGap Enterprise e o Adobe Digital Publishing Solution (DPS), ao custo que costuma ultrapassar U$ 100.000,00 por ano.

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Kony

Essa empresa vem surpreendendo com sua campanha de marketing. A apresentação de seus produtos e serviços costuma deixar os espectadores com uma ótima impressão. A Kony é jovem: fundada em 2007 tem apenas mil aplicativos publicados.

Na prática, a solução nada mais é do que uma oferta de uma arquitetura híbrida montada com padrões WEB utilizando a linguagem Javascript, com uma boa oferta de “templates” de aplicativos pré-fabricados, ferramentas de prototipação em HTML, tudo isso muito bem integrado a uma plataforma de publicação, análise e monitoramento.

Na documentação desse produto a empresa informa que sua estratégia é multi-arquitetura, permitindo entregar também aplicativos nativos. Isso não é verdade, pois nessa modalidade a entrega do aplicativo é formada com um contêiner com um interpretador Javascript, a linguagem de programação do aplicativo é totalmente Javascript e em nenhum momento esse código é transformado ou compilado para código nativo.

A abordagem contempla o uso do Kony Visualizer para prototipação de interfaces gráficas em HTML/CSS, o Kony Studio para desenvolvimento de aplicativos utilizando Javascript, o Kony Management para gerenciar a "entrega" dos aplicativos e o Kony MobileFabric para a disponibilização de serviços básicos de backend.

Foram classificados no quadrante “líder” porque possibilitam um ciclo de vida completo de desenvolvimento de sistemas (SDLC), do desenvolvimento ao gerenciamento corporativo de mobilidade (EMM). Sua adoção está em franca expansão, mas é uma tecnologia que permite seu uso até onde chegam suas limitações, e essa abordagem costuma ficar muito cara conforme a complexidade de desenvolvimento ou a quantidade de uso dos aplicativos aumentarem.

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